Educação Ambiental (Brasil)

##plugins.themes.gdThemes.journalSlogan##

QUALIS-CAPES

B3

2021-2024
quadriênio

##plugins.themes.gdThemes.language##

Educação Ambiental (Brasil)

##plugins.themes.gdThemes.general.eIssn##: 2675-3782 | ##plugins.themes.gdThemes.general.issn##: 2675-3782


Resumen

10.5281/zenodo.18460248

No Brasil, os desastres associados a eventos de chuvas extremas e deslizamentos de terra aumentaram drasticamente nas últimas décadas devido às mudanças climáticas, à urbanização descontrolada e à falta de políticas preventivas. O desastre na região montanhosa do Rio de Janeiro em 2011 expôs a vulnerabilidade do país a esses riscos. A Educação para a Redução do Risco de Desastres (ERRD) e a Educação Climática (EC) desempenham um papel crucial nesse contexto, promovendo a conscientização e a resiliência desde os primeiros anos escolares. O Quadro de Sendai, por exemplo, incentiva a inclusão de crianças e jovens como agentes de mudança nos esforços de redução de riscos. No Brasil, as iniciativas educacionais incluem a Educação Ambiental (EA) desde a Constituição de 1988, mas há espaço para melhorar a integração da EC e da EPRR nos currículos escolares. Um estudo de caso em Nova Friburgo (RJ) implementou um projeto transdisciplinar em uma escola localizada em uma área de alto risco, com foco em temas como deslizamentos de terra e inundações. O projeto, iniciado em 2023, promoveu aulas temáticas e avaliações que demonstraram um aumento significativo no conhecimento dos alunos sobre desastres e mudanças climáticas. Tanto professores quanto alunos apoiaram a iniciativa, destacando a importância de recursos adequados e treinamento contínuo para garantir sua eficácia e sustentabilidade. A abordagem transdisciplinar provou ser valiosa para atender aos requisitos legais e marcos internacionais, promovendo a gestão participativa de riscos dentro da comunidade.

Citas

  • Barroso, C. W. Suscetibilidade a escorregamentos na Bacia São Geraldo, Nova Friburgo/RJ, com base na análise dos eventos de janeiro de 2011. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Civil) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/148731. Acesso em: 6 set. 2025.
  • Coelho-Netto, Ana Luiza et al. January 2011: The extreme landslide disaster in Brazil. In: Margottini, C.; Canuti, P.; Sassa, K. (eds.). Landslide science and practice. Springer, 2013. v. 6, p. 377-384.
  • Coutinho, B. H. (2015). Relatório técnico do 2º ano pós-doutorado PDJ/CNPq - Processo: 161629/2012-1 (01/12/2013 a 30/11/2014). Rio de Janeiro: Laboratório de Geohidroecologia (GEOHECO), IGEO/UFRJ.
  • Czigel, É., Mondini, F., & Pavanelo, E. (2019). A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a organização da matemática no ensino fundamental. Revista Pesquisa Qualitativa, 7(15), 356–369. https://doi.org/10.33361/RPQ.2019.V.7.N.15.289
  • Duek, T. C. N. et al. (2023) Mapeamento participativo em uma escola do ensino médio para redução dos riscos de desastres (RRD): Um estudo na bacia-escola de São Geraldo, Nova Friburgo (Rio de Janeiro). Revista Educação Ambiental Brasil, v. 4, n. 2.
  • Engel, G. I. Pesquisa-ação. Educar em Revista, p. 181-191, 2000.
  • Falkenmark, M.; Folke, C. The ethics of socio-ecohydrological catchment management: towards hydrosolidarity. Hydrology and Earth System Sciences, v. 6, n. 1, p. 1-9. 2002.
  • Freitas, L. E.; Coelho Netto, A. L. (2016) Reger Córrego d’Antas: Uma ação coletiva para enfrentamento de ameaças naturais e redução de desastres socioambientais. Ciência & Trópico, v. 40, n. 1, p. 165–190.
  • Freitas, L. E.; Coelho Netto, A. L. (2021). Gestão de riscos de desastres relacionados a deslizamentos sob a perspectiva da ecologia de saberes: Desafios à rede para gestão de riscos da bacia do Córrego d’Antas. Territorium, v. 29, n. 1, p. 99–118 DOI: 10.14195/1647-7723_29-1_9.
  • Hamann, B., Lopes, M. C., Tomio, D., Vieira, R. (2019). Práticas educativas para a prevenção e mitigação aos riscos de desastres. Expressa Extensão. ISSN 2358-8195, v.24, n.3, p. 197-208, SET-DEZ.
  • Kagawa, F.; Selby, D. (2012). Ready for the storm: Education for disaster risk reduction and climate change adaptation and mitigation. Journal of Education for Sustainable Development, v. 6, n. 2, p. 207–217.
  • Ketele J., Roegiers X, Méthodologie du recueil d’informations (1993): fondements de méthodes d’observations de questionaires, d’interviews et d’étude de documents, Disaster Risk Reduction 2nd edn. De Boeck Université, Bruxelles.
  • Kobiyama, M. et al. Ensino de hidrologia para prevenção de desastres naturais como projeto de extensão universitária no estado de Santa Catarina, Brasil. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS, 17., 2007, São Paulo. Anais [...]. São Paulo: ABRH, 2007b.
  • Mendiondo, E.M. (2002) Bacia escola e sociedade na conservação da água urbana. São Carlos: SHS/EESC/USP, 16 p..
  • Marchezini, V. et al. (2019) Educação para redução de riscos e desastres: Experiências formais e não formais no estado do Rio de Janeiro. Anuário do Instituto de Geociências – UFRJ, Rio de Janeiro, v. 42, n. 4, p. 102–117.
  • Mendonça, M. B.; Rosa, T. C. S.; Bello, A. R. (2019) Transversal integration of geohydrological risks in an elementary school in Brazil: A disaster education experiment. International Journal of Disaster Risk Reduction, v. 39, p. 201-213.
  • Sato, A. M. et al. (2023). Bacia Escola: tecnologia social de promoção da sustentabilidade, resiliência a desastres e do ensino-pesquisa-extensão. In: Del Río, A.; Rodrigues, A.; Porto, J. R. S. (org.). Agroecologia, direitos humanos e políticas públicas: perspectivas interdisciplinares refletindo o território. 1. ed. Curitiba: CRV. 1, p. 151-184.
  • Sato, A. M. et al. Curso de capacitação de professores pela Rede de Educação para Redução de Desastres (RED) – Angra dos Reis/RJ. In: Marchezini, V. et al. (eds.). Reduction of vulnerability to disasters: From knowledge to action. Rima, 2017. p. 551–565.
  • Selby, D. “Go, go, go, said the bird”: Sustainability-related education in interesting times. In: Kagawa, F.; Selby, D. (eds.). Education and climate change: Living and learning in interesting times. Routledge, 2010. p. 35–54.
  • Tardif, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Editora Vozes, 2012.
  • Wolle, C. M. e Carvalho, C. S. (1989). Deslizamentos em encostas na Serra do Mar - Brasil. Solos e Rochas: 27-36,.
  • UNISDR. (2015). The human cost of natural disasters: A global perspective. United Nations Office.

##plugins.themes.gdThemes.license##

Creative Commons License

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.

Derechos de autor 2026 TOMÁS COELHO NETTO DUEK