Tecnologias de substituição de recursos não renováveis em uma instituição de ensino superior na saúde

Letícia dos Santos Gonçalves, Gisele Simão, Thayse Nara dos Reis, Juliana Ollé Mendes, Débora Maria Vargas Makuch, Ivete Palmira Sanson Zagonel

Resumo


Os objetivos do estudo são identificar o conhecimento acerca das inovações tecnológicas de sustentabilidade ambiental entre os atores de Instituição de Ensino Superior (IES) da área de saúde, estabelecer como se dá a utilização de tecnologias de substituição de recursos não renováveis no cotidiano e investigar os benefícios da utilização de tecnologias de substituição de recursos não renováveis para a sustentabilidade ambiental. Desde a revolução industrial, desenvolveu-se na sociedade uma preocupação emergente com a preservação ambiental e a sustentabilidade. A ideia de que as companhias se tornassem cada vez mais responsáveis pelos impactos de toda a cadeia produtiva tomou cada vez mais consistência e se expandiu para os consumidores, constituindo desse modo, um ideal que perdura até a atualidade. O Instituto Brasileiro de Geoestatística (IBGE) avaliou, em 2012, que no país são geradas aproximadamente 62.730.096 toneladas de resíduos urbanos por ano, sendo que destes, cerca de 6,2 milhões de toneladas são descartados de forma inadequada, gerando consequências, incluindo o processo saúde-doença. A educação para um descarte correto é de relevante importância, porém, recentemente, a utilização de tecnologias de substituição surge como opção no cotidiano da população. Pelo exposto, faz-se necessário abordar essa temática nos cursos da área da saúde, possibilitando a conscientização dos futuros profissionais, docentes e colaboradores das instituições formadoras. Trata-se de pesquisa com abordagem quantitativa, por meio do método exploratório-descritivo. Foram 100 participantes de uma IES privada da cidade de Curitiba. A coleta dos dados ocorreu por meio de questionário inserido em plataforma eletrônica online, cujo link foi enviado em uma rede social de comunicação já existente na instituição, nos meses de agosto a setembro de 2020. Os resultados demonstraram que os participantes compreendiam as classificações dos resíduos sólidos e impacto ambiental do uso excessivo dos plásticos. A maioria tem conhecimento das tecnologias de substituição e faz uso em seu cotidiano. Deste modo, torna-se essencial o desenvolvimento e implantação de projetos de educação ambiental eficazes e que resultem na construção de um senso crítico coletivo de preservação ambiental, muitas vezes não de forma imediata, mas que pode ser aplicado com pequenas atitudes cotidianas.


Palavras-chave


Educação em Saúde Ambiental, Recursos não Renováveis, Educação Superior.

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